IPTU: veja como calcular, pagar e se planejar

O IPTU é um imposto que deve ser pago, anualmente, por quem possui propriedade imobiliária na área urbana. Ou seja, residências, prédios comerciais e industriais, terrenos e chácaras. Para o caso de imóvel alugado, a Lei do Inquilinato estabelece que a responsabilidade de pagar o imposto permanece com o proprietário. Mas ela pode ser repassada ao inquilino, desde que isso esteja especificado em contrato.

Mesmo sendo pago todos os anos, na hora de quitar o boleto surgem as dúvidas: como fazer o cálculo, pagar à vista ou parcelar? Confira algumas respostas que podem ajudar.

O imposto varia de acordo com a propriedade, valor venal e alíquota.

Saiba como calcular o IPTU

O cálculo do IPTU é feito a partir de dois elementos: o valor venal e a alíquota. A base do cálculo é feita a partir do primeiro, que nada mais é do que o valor de venda do imóvel. Já alíquota cobrada em cima desse valor varia de um município para outro. Sua definição leva em conta características como a área total do imóvel, tipologia e posição,  se é residencial ou comercial e o preço médio do metro quadrado na região em que ele foi construído. Se  valor venal for R$ 100 mil, por exemplo, e a alíquota usada para calcular o imposto é de 1%, então o proprietário deve pagar R$ 1,6 mil.

Por se tratar de um tributo municipal, todo o dinheiro arrecadado pelo IPTU vai para os cofres da sua cidade. Em geral, ele serve para que as prefeituras financiem desde melhorias em ruas até a construção ou reforma de postos de saúde e escolas. Em muitas localidades, é a principal fonte de arrecadação.

Como pagar o IPTU

Quanto se trata do pagamento, é preciso decidir se o valor vai ser desembolsado à vista ou em parcelas. Como o IPTU deve sempre ser pago na virada de um ano para o outro, período em que uma família também costuma ter uma série de outros gastos, como material escolar e despesas com férias, o importante é se planejar antes. A maioria das prefeituras oferece descontos para quem optar pelo pagamento à vista. Segundo os especialistas, é importante se planejar e, se possível, pagar com antecedência.

“Se a pessoa dispõe do recurso, pode pagar à vista, mas antes deve verificar qual é a porcentagem de desconto. Taxas superiores a 3% são interessantes e podem representar um bom valor”, explica o empresário e administrador especializado em finanças Altemir Farinhas.

Tudo, é claro, depende das suas condições financeiras. Sem um planejamento financeiro prévio, deixar de parcelar pode criar um problema no orçamento. Se você gasta menos do que recebe, a dica é juntar um pouco por mês para formar uma reserva para o ano seguinte. O ideal é guardar esse dinheiro de separado do restante que costuma ser movimentado.

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